segunda-feira, abril 30, 2007

Espelhos!


Aqueles espelhos por onde eu observei a minha existência, são pedaços de um ser perdido no espaço, são transformações controladas num ápice, como se de uma actividade sísmica se tratasse. Não quero lembranças, elas servem para ser esquecidas, guardadas naquela gavetinha um dia criada e para sempre lacrada. Talvez, mas só talvez, as boas recordações, um dia, eu as relembre e as conte aos netos, como histórias de embalar em que alterarei o final, pois assim parecerão verdadeiras histórias de princesas e príncipes.

A verdadeira história, aquela que eu farei questão de contar e recontar, aquela em que não participas, aquela que não terá nenhuma semelhança com a nossa, essa sim será a história da minha vida. O amor da minha existência, a parte que me completará e me fará eternamente uma mulher inteiramente feliz…

Junho de 2006

Foto: Vartan Martaian

domingo, abril 29, 2007

O primeiro!


sábado, abril 28, 2007

"Afrodite"

Ainda sinto os diferentes sabores na minha boca, a mistura sensual com a excitação… O som melodioso a entoar naquele espaço negro, não negro de medo, mas negro de sedução, de tentação… O Devorar da Excitação, o carinho reflectido nos teus olhos, o desejo no teu toque, o amor do teu sorriso…

A imagem turva flutuava entre lençóis e risos… Seria do vinho ou da companhia?

Foto: Anca C.


sexta-feira, abril 27, 2007

Locais de sedução

Nos finais do século XIX, o Patriarca proibia o namoro na Igreja por o considerar ofensivo para o culto. Contudo, isso não impediu que estas práticas continuassem nem que a igreja permanece-se o local privilegiado de sedução e galantearia. Aliás, eram conhecidos “tratados fáceis sobre a forma de namorar durante a missa”.

TRATADO FÁCIL SOBRE A FORMA DE NAMORAR DURANTE A MISSA

REGRAS PARA SENHORAS E MENINAS

Quando o namoro está no começo

Para se dizer:

Gosto muito de si – aperta-se o missal fechado entre as mãos.

Não lhe posso falar – deixa-se cair o livro.

Escreva-me – abre-se o livro e folheia-se devagar.

Apareça-me à noite, que eu estou à janela – folheia-se o livro depressa.

Quando o namoro está adiantado

Porque não apareceste ontem? – bate-se com o livro fechado na mão esquerda.

Quero muito falar-te – bate-se com o livro aberto na mão direita.

Hoje não posso falar-te – baixa-se muito a cabeça quando toca a Santos.

Não penso senão em ti – erguem-se os olhos para o tecto da igreja.

A criada tem uma carta para entregar-te – deixa-se cair o braço esquerdo com o livro aberto na mão.

O papá (ou a mamã) anda desconfiado com o nosso namoro, é preciso cautela – coça-se o nariz com o livro fechado.

Estou zangado contigo; atraiçoas-me – aperta-se com uma das mãos o livro contra o peito.

Porque não tens escrito? – fecham-se os olhos voltados em direcção ao namorado.

quarta-feira, abril 25, 2007

Artes de seduzir


Desde os primórdios que os homens e as mulheres se galanteiam de diversas formas. No entanto, a questão de quem começa a sedução é muitas vezes colocada. Como é natural, a resposta a essa pergunta difere tendo em conta o sujeito. O sexo feminino acredita que é ela que inicia o jogo; o macho refutará, dizendo que os homens é que conquistam.

Na verdade, alguns estudiosos na matéria confirmam que a mulher arrasta o homem para um jogo de sedução, acrescentando que o casamento é o fim desse jogo, em que se encontra o vencedor e o vencido.

Nessa altura, “a mulher passa de princesa – por quem se faziam estrofes e se cruzavam espadas - a virtuosa e obscura matrona que [tem] por diante muito mais de meia vida para ruminar, em solidão, a recordação ou saudade daquelas poéticas e inspiradas homenagens à sua beleza e, possivelmente, para comprovar a sua fraude: Ela sabe que a sua derrota está na sua fraqueza em aceder aos desejos e aos rogos do homem. O mancho lança-se numa guerra de bloqueio contra a virtude feminina que é uma torre ameada onde a mulher defende a sua castidade. Se o baluarte da virgindade for invencível, a sua vitória será o matrimónio. O caçador caiu nas suas próprias malhas: ficou caçado e um marido mais entra para o grémio.”

in As artes de amar da burguesia

Foto: Carmel Skutelsky

domingo, abril 22, 2007

Follow through

Oh, this is the start of something good
Don't you agree?
I, haven't felt like this in so many moons
You know what I mean
And we can build through this destruction
As we are standing on our feet

So, since you wanna be with me
You'll have to follow through
With every word you say
And I, all I really want is you
you to stick around
I'll see you everyday
But you have to follow through
You have to follow through

These reeling emotions they just keep me alive
They keep me in tune
Oh, look what I‘m holding here in my fire
This is for you
Am I too obvious to preach it
You're so hypnotic on my heart

So, since you wanna be with me
You'll have to follow through
With every word you say
And I, all I really want is you
you to stick around
I'll see you everyday
But you have to follow through
You have to follow through

The words you say to me are unlike anything
That's ever been said
oh what you do to me is unlike anything
That's ever been
Am I too obvious to preach it?
You're so hypnotic on my heart

So since you wanna be with me
You'll have to follow through
With every word you say
And I, all I really want is you
you to stick around
I'll see you everyday

So since you wanna be with me
You'll have to follow through
With every word you say
And I, all I really want is you
you to stick around
I'll see you everyday
But you have to follow through
You have to follow through
You're gonna have to follow

Oh, this is the start of something good
Don't you agree?

Gavin Degraw

sábado, abril 21, 2007

O caminho mais penoso por vezes é aquele que temos que escolher… Quando nos sentimos numa grande encruzilhada, obrigatoriamente temos de decidir… Poderá causar sofrimento aos outros e a nós, mas se é o que nos vai levar à felicidade, deve ser esse o eleito…